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Entrevista
POSTADO EM: 18/09/2009 9:37:16 - 450 VISITAS
Na prática
Do sonho de trabalhar com oficina mecânica até a aquisição do negócio próprio, o aprendizado foi sempre na prática
Nascido em Antonio Prado, cidade do interior do Rio Grande do Sul, Olinto Rech trabalhava no sítio quando ainda jovem decidiu ir para Curitiba, a capital paranaense. Foi em 1980, para realizar o sonho de trabalhar em oficina mecânica. A oficina era de parentes e lá Olinto aprendeu na prática os métodos da profissão. Como em Curitiba a mecânica atendia muitos caminhões do Vale do Ribeira, Olindo e dois amigos viram na região a possibilidade de ter o negócio próprio.

A cidade escolhida foi Cajati e lá ele e os sócios abriram a própria oficina, a Mecânica Pazim. Em 1988, adquiriram o Posto de Molas Ouro Verde, que na época funcionava junto ao posto de combustível que leva o mesmo nome, localizado em Registro. Alguns anos depois, o Posto de Molas foi transferido para a Rua Rafael Gonçalves de Freitas, na Vila Nova, praticamente às margens da Rodovia Régis Bittencourt, a BR-116.


Olinto Rech com os filhos Cleber e Alessandro, que também trabalham no Posto de Molas Ouro Verde

Olinto Rech permaneceu em Cajati por 25 anos. Lá, casou-se e teve os dois filhos, Cleber, hoje com 24 anos, e Alessandro, de 20. Há cinco anos, os sócios decidiram desfazer a sociedade e na divisão dos negócios, Olinto ficou com o Posto de Molas Ouro Verde, em Registro. Para quem tinha apenas 10% da firma em Cajati e ficava responsável pela lida diária na oficina, Olinto se viu diante de um grande desafio: administrar o próprio negócio. Modesto, ele diz que cuidar da suspensão dos caminhões não exige segredo. “Problemas mecânicos exigem conhecimento de motor, mas no caso da suspensão, basta trocar as molas”, explica.


O proprietário e seus funcionários

Dificuldade mesmo ele afirma que encontrou na administração da empresa. “Com ajuda do contador, dando um jeitinho daqui, outro de lá, nós fomos conseguindo vencer e a firma está aí até hoje!”, comenta Olinto.

Na lida diária, ele acaba atendendo caminhoneiros até durante a madrugada quando necessário. Às margens de uma das rodovias mais movimentadas do País, o Posto de Molas Ouro Verde atende uma grande demanda de motoristas. “Tem dias que está sossegado, mas em compensação tem dias que a gente se vê louco para dar conta do serviço”, explica o proprietário. Além da ajuda dos dois filhos, Olinto conta com mais seis funcionários que trabalham no Posto de Molas.

A empresa atende caminhões de toda a região do Vale do Ribeira e também de outros estados. Muitos motoristas vêm de longe e aproveitam a passagem por Registro para melhorar a suspensão do caminhão no Posto de Molas Ouro Verde. Quem gosta do que faz, faz bem feito. É o caso de seu Olinto, que deixou o sítio para se dedicar a um trabalho que tem vocação e dedicação.


 
 
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