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| Nossa História, Nossa Gente |
| POSTADO EM: 19/02/2010 11:30:49 - 282 VISITAS |
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Jesus Alves Costa
Agricultor, comerciante no Mercado Municipal e juiz de paz, foi
homenageado com nome de avenida no Bairro Jardim Paulistano
Um homem grande, do alto de seu 1,90 metro Jesus Alves Costa se destacou pela sua generosidade. Fazia política, sem ocupar cargo eletivo. Transformava as necessidades em reivindicações e lutava pela melhoria da qualidade de vida de sua comunidade. Por ser sincero e falar sempre o que pensava, Jesus Alves Costa nem sempre agradava a todos. Nascido no Bairro Conchal em Sete Barras, aos 29 de novembro de 1907, era um dos 18 filhos de David e Claudina Alves Costa.
Trabalhou na agricultura no mesmo bairro onde nasceu até 1957, depois fixou residência em Registro. Na lavoura, o carro-chefe era a banana, mas outros produtos também eram plantados para o consumo da família. Jesus casou-se com a professora Maria do Carmo Borges Costa - se conheceram quando ela foi lecionar no Conchal. O casal teve nove filhos, mas seis morreram ainda muito bebês. “Minha sofreu muito. Naquela época não havia assistência, as crianças ficavam doentes e nem dava tempo de receber atendimento, morriam antes de chegar ao hospital”, conta Luzia da Graça Costa Proença, filha de Jesus e Maria do Carmo. Jesus Alves Costa Filho e Jarbas Borges Costa são os outros dois filhos do casal. Luzia e Jesus Filho foram alfabetizados pela mãe professora.
Além de agricultor, Jesus Alves Costa também teve um pequeno armazém de secos e molhados no Mercado Municipal, entre os anos de 1958 e 1966. Por muitos anos, ocupou o cargo de juiz de paz na comunidade – e oficializou a união de diversos casais que já moravam juntos. Indicado pelos moradores, foi inspetor de quarteirão – figura comum na época, era como um delegado de bairro, que mantinha a segurança no local.
 Na foto, quando tinha 74 anos
Apesar de parecer um homem rude, Jesus era generoso e carinhoso com os filhos e os sete netos. Como a esposa morreu muito cedo (em 1966), ele quem cuidou da educação dos filhos. “Meu pai tinha pouco estudo, mas era um homem inteligente, fazia contas de cabeça e lia muito, principalmente a Bíblia”, conta o filho Jarbas. “Foi católico e depois evangélico, mas apesar da religião, sempre foi alegre, pra frente”, acrescenta Luzia.
A morte de Jesus Alves Costa pegou a todos de surpresa. Forte e desfrutando de boa saúde, ele morreu no dia 29 de dezembro de 1984, aos 76 anos. No atestado de óbito, a causa foi descrita como afogamento. Os filhos acham que o pai passou mal e desmaiou no pequeno riacho que cortava o sítio no Conchal. “Todos os dias pela manhã ele gostava de tomar banho no rio. A água era muito rasa, ele deve ter passado mal e caiu”, acredita Jarbas.
Para homenagear o agricultor e comerciante pela sua dedicação à comunidade, por indicação do então vereador Josué Vieira Mendes o município denominou uma das avenidas do Jardim Paulistano como Jesus Alves Costa. A denominação foi feita em 2003.
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