Dengue
Comércio também deve contribuir no combate aos criadouros do mosquito transmissor da doença Registro está infestado pelo mosquito transmissor da dengue e a situação se agrava porque o município também tem mosquitos infectados. Até o final de março, já eram cinco casos autóctones confirmados da doença – pessoas que se contaminaram na cidade, além de outros dois importados (do Guarujá e de Praia Grande). O coordenador da Vigilância Sanitária de Registro, Luciano Rocha Innocêncio, revelou que havia ainda outros quatro casos positivos que se confirmaram por exames feitos em laboratórios particulares. “A Secretaria de Estado e o Ministério da Saúde só notificam os casos confirmados no laboratório Adolfo Lutz. Por isso, esses pacientes também farão o exame pelo SUS, para que possam ser notificados”, explicou Luciano. Ele recomendou que as pessoas atendidas na rede particular procurem o sistema SUS para que os casos possam ser notificados e o município tenha um mapa real da doença.
O número de pessoas com dengue pode ser ainda maior em Registro, já que dos 60 casos suspeitos da doença, 37 ainda aguardavam resultado do exame. Os casos confirmados são da região central da cidade e da Vila São Francisco, onde as ações da Vigilância Sanitária estão centralizadas. Além das visitas casa a casa, onde os agentes de saúde orientam sobre os cuidados de prevenção e aplicam larvicida nos possíveis criadouros do mosquito, também foi realizado um “arrastão”, com a retirada de possíveis criadouros. Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, o mais comum é encontrar objetos nos quintais que acumulam água, como potes, garrafas e utensílios. A preocupação com a infestação do mosquito Aedes aegypti é grande, especialmente na área central da cidade, onde sabe-se que há mosquitos infectados. “Moradores de todos os bairros circulam pelo centro e podem ser contaminados”, reforçou Luciano. Segundo ele, o comércio também está sendo visitado e orientado sobre as medidas de prevenção e deve contribuir para eliminar os focos do mosquito. “Evitar a dengue é responsabilidade de todos. Temos muitos locais onde os agentes passam, eliminam os criadouros e duas semanas depois, ao retornarem, encontram outros criadouros do mosquito”, destacou o coordenador.

O que é
A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus da dengue penetra no organismo, pela picada de um mosquito infectado, o Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, mais comum nas gengivas.
Como é praticamente impossível eliminar o mosquito, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes. Por exemplo, uma bacia no pátio de uma casa é um risco, porque, com o acúmulo da água da chuva, a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos neste local. Então, o único modo é limpar e retirar tudo que possa acumular água e oferecer risco.
Medidas preventivas
Tampar os grandes depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d'água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão a fácil entrada e saída de mosquitos.
Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas e nos fundos dos comércios pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva.
Limpar os recipientes de água: Não basta apenas trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas.
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