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Abílio Firmino

Lavrador foi homenageado com nome de rua no Jardim das Palmeiras

 

Cuidar da terra para receber as sementes e produzir o alimento nosso de cada dia era a missão de Abílio Firmino. Nascido em Registro no dia 10 de abril de 1917, Abílio começou a trabalhar na roça quando ainda era criança, dividindo as tarefas da escola. E assim seguiu a profissão de agricultor pela vida toda. Nas terras do bairro Carapiranga, cultivou arroz, milho, feijão, mandioca e banana, além de criar um pouco de gado e suínos para subsistência.

Dona Olívia Chaves de Almeida, prestes a completar 99 anos,lembra como se fosse ontem dos tempos de namoro com o jovem Abílio. Primos e vizinhos, se conheceram quando ela tinha por volta dos 10 anos. “Peguei uma tosse forte e meu pai me levou na minha tia, que seria minha sogra mais tarde, para buscar uma receita de xarope. Naquela época ninguém usava farmácia”, conta dona Olívia, mostrando na lucidez das palavras que os remédios de antigamente parecem fazer efeito até hoje. A amizade de infância foi cedendo lugar para as paqueras quando os jovens passaram a frequentar os famosos fandangos da época.

“Eu gostava de dançar com todos, mas o preferido era o Abílio”, revela dona Olívia. Ela só fica um pouco constrangida quando a filha, Gonçala, conta que a mãe era muito bonita e, portanto, bastante assediada pelos rapazes. Mas a moça passou a ter olhos somente para Abílio e o namoro durou cinco anos. “Não era como hoje em dia. A gente conversava só nos fandangos. Em casa, era ele sentado numa ponta da sala e eu na outra, com meu pai no meio”, sorri dona Olívia.

Ela perdeu a mãe quando ainda era bebê. A madrasta não gostava que Olívia fosse para a escola. “Eu tinha que ajudar na roça. Uma prima minha fazia as lições pra mim e acabei não aprendendo nada”, conta a viúva de Abílio Firmino. No casamento no civil, Olívia teve que treinar o nome antes para poder assinar os papéis. Já o marido adorava ler jornais e revistas. Além da leitura, o agricultor tinha a pescaria como passatempo. Mas o lazer era permitido praticamente só aos sábados. “Sempre que necessário, a gente ia para a roça no domingo. Meu pai sempre foi muito trabalhador. Nunca vi um homem que gostasse tanto de trabalhar como ele”, conta o filho Nozor.

Dona Olívia lembra que o marido também não gostava de comprar nada fiado. “Ele dizia que só comprava alguma coisa quando tinha o dinheiro para pagar, porque não queria ficar devendo para ninguém”. Abílio trabalhou na agricultura até os 76 anos, quando sofreu uma picada de aranha no meio do bananal. Cerca de duas semanas depois, sem nunca antes ter ido a um hospital, os filhos insistiram para que ele fosse atendido. Mas Abílio sofreu infarto no caminho e não chegou a receber cuidados médicos. Ele morreu no dia 11 dejunho de 1993, deixando a esposa Olívia e os filhos Nozor, Carlos,Dionísio e Gonçala.

Dona Olívia continuou trabalhando na lavoura no Carapiranga até os 80 anos. “Lá, sim, a gente tinha uma vida boa!”, lembra ela, com saudade.

Foto tirada na década de 1940 em Iguape: 

Abílio coma esposa Olívia e o pequeno Lourenço, que morreu aos 2 anos de idade


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