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Kuniei Kaneko

Um homem a serviço de sua comunidade

Faltaram flores em Registro para atender o grande número de pedidos de coroas em homenagem a Kaneko

 

Enquanto suas mãos sangravam removendo neve do telhado de sua casa na província de Nigata, no Japão, onde vivia com os pais, o jovem Kuniei Kaneko sonhava em mudar de vida. Nascido em 23 de novembro de 1940, ele era o penúltimo de sete irmãos.

 

Uma das irmãs de Kuniei formou-se enfermeira e como via futuro no jovem resolveu pagar o colégio interno para ele. Na escola, um cartaz informando que havia duas vagas numa fábrica de chá, na cidade de Registro, no Brasil, mudou radicalmente o destino que parecia ser a aspereza da vida numa província rural do Japão.

 

Aos 18 anos, Kuniei juntou a bagagem, sonhos e deixou para trás sua cidade natal. Chegou no Porto de Santos em 28 de setembro de 1959 . Em Registro, tornou-se funcionário da Chabrás, onde foi operário, chefe de seção pessoal, contabilidade, finanças , administrativo e se aposentou após 42 anos de trabalho.

 

Logo que chegou em Registro Kuniei conheceu Keico Yamada, durante evento no clube japonês. Os dois tornaram-se grandes amigos. “Ele cativava todo mundo”, lembra Keico. A amizade tornou-se tão sólida, ao ponto dela costurar o uniforme da escola Fábio Barreto, onde ele estudava.

 

No carnaval de 1968, Kuniei não deixou Keico dançar com outros rapazes. Naquele mesmo ano, no dia dos namorados, ele levou um presente para ela. No mês de abril do ano seguinte ficaram noivos e casaram-se em julho. “Ele veio para o Brasil para me conhecer”, brinca Keico. Em 1978 conquistou a cidadania brasileira.

 

Kuniei Kaneko ocupou diversos cargos voluntários. Foi vice presidenteda ABRAC (Associação Brasileira de Canção), diretor de divulgação e de wadaiko no Bunkyo. Como diretor de divulgação, escrevia notícias da colônia japonesa, inclusive em japonês, para enviar aos jornais nikkeis do Estado. Entre 2002 e 2010 foi colaborador do Jornal Regional, onde assinou a coluna sobre a colônia japonesa.

 

Junto com a esposa, em 1995 ele iniciou o Radio Taisso, ginástica matinal de alongamento realizada inicialmente nas imediações da Praça Joia e, atualmente, no Bunkyo. Ele era instrutor oficial da Federação Brasileira de RadioTaisso do Brasil. Também foi presidente,vice-presidente, tesoureiro,secretário e diretor musical ecultural do RBBC (hoje ACER). Foi vice-presidente da União Cultural e Esportiva Sudoeste do Estado de São Paulo (UCES), um dos fundadores do Lar dos Velhinhos, ADERE (Associação Desportiva Registrense) e da Associação Paulistado Chá Preto, entre muitas outras atividades.

 

Na segunda-feira, 12 de maio de 2014, Kuniei Kaneko morreu no Hospital da Unimed de Guarulhos em função de problemas no sangue. Na sexta-feira à noite, durante evento da saúde na sede do Bunkyo, o secretário municipal de Saúde, João Sakô, observou que Kaneko estava muito pálido e o levou ao Hospital São João. As plaquetas de seu sangue estavam muito baixas. Ele precisava ser imediatamente internado e a família decidiu levá-lo para Guarulhos.

 

Durante o percurso, Keico viu os olhos do marido cheios d´agua. Já no hospital, ela perguntou o motivo das lágrimas. Kaneko, então, contou ter conversado com seus pais, que disseram que onde estavam era muito bom e que tinha lugar para ele. Nessa conversa, Kaneko teria pedido perdão à mãe por ter vindo tão jovem para o Brasil e ela falou que não tinha o que perdoar porque o havia liberado para partir.

 

“Kaneko disse aos pais que não queria ir, que aqui estava bom também e ele queria ficar mais um pouco. E ficou mais um dia”, comenta Keico, lembrando que o casal planejava ir ao Japão ainda este ano, pois Kaneko queria reencontrar os irmãos e lavar as escadarias do Palácio do Imperador.

 

O velório de Kaneko, na Associação Nipo Brasileira de Registro (Bunkyo), que ele presidia, foi acompanhado por centenas de pessoas que confirmaram o que já se sabia: ele era um homem muito querido e respeitado pelo povo da cidade e da região que adotou.

 

Muita gente se impressionou com o número de coroas de flores que coloriram o recinto do velório. Foram encomendadas 140 coroas mas apenas 86 foram feitas pois acabaram as flores na cidade.

Além da esposa Keico Yamada Kaneko, Kuniei deixou os filhos Ricardo, Reinaldo e Renata, netos e incontáveis amigos.

 

LUTO OFICIAL

O prefeito Gilson Fantin decretou luto oficial por três dias pelo falecimento de Kuniei Kaneko. “O município perde uma grande liderança e, acima de tudo, um ser humano muito especial. Com gentileza e generosidade, o senhor Kaneko era extremamente atuante na sociedade, não só nos eventos da colônia japonesa, mas em todas as causas em prol do município”, disse o prefeito.


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