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Afif: crédito, emprego, privatizações, auxílio emergencial e vacinação são as apostas para a retomada econômica


Afif: crédito, emprego, privatizações, auxílio emergencial e vacinação são as apostas para a retomada econômica

Guilherme Afif Domingos, assessor especial do Ministério da Economia e presidente emérito da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), participou da primeira reunião ordinária da nova gestão dos Conselhos Diretor e Gestor da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). O encontro ocorreu de forma on-line. 

Afif detalhou as medidas econômicas que estão sendo adotadas pelo Governo Federal para amenizar os impactos da crise gerada pela pandemia da covid-19, principalmente nas micro e pequenas empresas (MPEs), e como está sendo o planejamento para a retomada econômica do país. 

As principais ações, de acordo com o assessor especial, são: a nova rodada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); a retomada do programa de preservação do empregado e renda (BEm); as privatizações e o enxugamento do Poder Público; o retorno do auxílio emergencial; e a vacinação em massa da população. 

“Precisamos que todos, Executivo, Legislativo, sistema financeiro, classe empresarial, entre outros, façam a sua parte, para que estas ações tenham resultado em curtíssimo prazo e, assim, possamos vislumbrar um início de retomada econômica a partir do segundo semestre”, ressaltou Afif. “Se por um lado estamos correndo atrás das vacinas, por outro temos que prestar toda a assistência necessária para que a população receba o devido amparo e para que as empresa, principalmente as micro e pequenas, sobrevivam”, avaliou. 

A retomada do crédito, por meio do Pronampe, virá por meio da injeção de R$ 5 bilhões, por parte do fundo garantir da União. “Nossa expectativa é que este montante chegue a R$ 20 bilhões, com o aporte do sistema financeiro”, disse Afif, ao lembrar que 500 mil empresas foram completadas na primeira versão do programa. 

O Governo Federal também prorrogou, em mais quatro meses, o prazo de início do pagamento dos financiamentos obtidos no ano passado, via Pronampe. 

O projeto sobre o programa de preservação do empregado e renda, que possibilita a redução de jornada e salário, está em tramitação no Congresso Nacional. 

“O auxílio emergencial voltou a ser pago em um valor que não é o ideal, mas é aquele que o governo pode pagar neste momento”, informou o assessor especial. 

Outro aspecto importante destacado por Afif é a aceleração do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), por meio do qual são feitas concessões, privatizações e parcerias com o setor privado para obras e serviços públicos. “Na esteira do sucesso das privatizações dos aeroportos virá modelos que vão ajudar a infraestrutura do Brasil, como o setor energético e as ferrovias. Nós precisamos de investimento em várias áreas, mas não temos recursos públicos, além disso, nosso país somente entrará nos eixos quando tivermos um estado mínimo”, frisou. 

APOIO ÀS MPEs

Afif informou que, constantemente, tem alertado o ministro da Economia Paulo Guedes sobre a importância de apoiar às micro e pequenas empresas. “O Brasil deu claras demonstrações que tem um motor pulsante e que aguarda apenas pelo combustível. E grande parte deste combustível está nas MPEs, desta forma, se torna fundamental o acesso ao crédito, a negociação para a jornada de trabalho, e a reabertura gradual e consciente das atividades econômicas, porque a pressão econômica é cada vez maior e se tornará insustentável”, adiantou. 

FORÇA DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS

“Se hoje eu tenho condição de falar de forma clara com o ministro sobre o apoio às MPEs, isso ocorre porque tenho o respaldo da rede de Associações Comerciais”, afirmou Afif. “A política das micro e pequenas empresas nasceu no seio das Associações Comerciais. É uma conquista nossa. Temos o dever de continuar exercendo esta representatividade e continuar defendendo a nossa rede e municiando as autoridades com o que é realmente importante para a ponta, para quem gera emprego e renda”, finalizou.

Fonte: Facesp